MANDALAS TIBETANAS DE 7 ELEMENTOS
Usadas há mais de 3.000 anos como elementos
de contemplação e meditação.
Formadas por 7 elementos por ser o sete o número
místico e mágico da cabala oriental.
Indica a relação viva entre o divino
(3 de Trindade) e o humano (4 elementos: água,
ar, fogo e terra).
Os planos móveis podem ser Simples (4 planos),
Duplas (6 planos) e Triplas (8 planos).
Os monges tibetanos usavam a Mandala para explicar
através de suas formas, a formação
do mundo, de acordo com sua filosofia budista tibetana.
1. Em sua primeira posição (fechada)
representa o ÁTOMO, nascimento da matéria
na imensidão do caos, do nada.
2. Levantando as partes móveis superiores,
constrói-se o CÉU, uma cúpula
cósmica suspensa em nossa cabeça.
.
3. Baixando as partes móveis inferiores,
forma-se o MAR, lugar originário da vida
animal.
4. Puxando as duas semi-esferas formadas, temos
o ovo cósmico ou TERRA. Constituído
de várias espirais com uma pedra em cada
uma, símbolo dos mundos em movimento no universo
e dos átomos dentro da matéria.
5. Fechando e girando o setor central são
formados os POLOS OPOSTOS. Criada a terra, o bem
e o mal se dividem e distanciam criando a vida espiritual.
6. Ao abrir as partes superiores e inferiores móveis
até a horizontal, se forma o FUTURO. Representa
o símbolo dos monges tibetanos ou VAJRA e
também o TAO ou trono da sabedoria budista.
7. Fechando a parte superior mais para baixo se
forma a FLOR DE LOTUS, símbolo budista.
8. Fechando a parte inferior para cima, se obtém
a figura do TAMBOR SAGRADO das cerimônias.
Agitando o objeto ritmicamente se entoam mantras
ou salmos religiosos.
9. Colocando os dedos no centro do circulo interior
e puxando para fora, se volta a posição
inicial (fechada).
MANDALAS
TIBETANAS DE 13 ELEMENTOS
Tem a ver com o número 13 da boa ou má
sorte, no Ocidente. Faz as mesmas formas e significados
que a Mandala de 7 elementos. Os planos superiores
e inferiores entram dentro formando a Mandala FLOR
DE OURO que é a representação
das cúpulas das catedrais góticas.
Podem ser Simples (4 planos), Duplas (6 planos)
e Triplas (8 planos).
INSTRUÇÕES
PARA O USO
Para o manejo correto utilize as pontas dos dedos
polegares das duas mãos e observando o círculo
que contém as bolinhas, na posição
horizontal, movimente as partes móveis de
maneira que o que fizer com a mão direita
faça também com a esquerda simultaneamente;
desta maneira estará ativando o uso das duas
polaridades do cérebro que facilitará
na vida cotidiana a utilizar não só
capacidades racionais, lógicas, intelectuais
e analíticas mais também as capacidades
intuitivas, emocionais, criativas, imaginativas
e sensoriais.
Quando os planos móveis entram dentro da
Mandala, retire-os com ambos polegares empurrando
para fora.
A
INFLUÊNCIA DAS CORES NAS MIÇANGAS DA
MANDALA.
A
luz deu origem à vida e ao mundo da cor,
no qual vivemos. Toda cor é composta por
estilo e vibração possuindo propriedades
e poderes químicos especiais. Observe as
propriedades que serão ativadas no manejo
da cor:
| •
VERMELHO - Vitalidade. |
| |
Auto-confiança,
firmeza, vida, coragem, força, conquista
e auto-estima. Estimula a sensualidade. |
| •
AZUL - Harmonia. |
| |
Lealdade,
confiança, amor, equilíbrio,
compreensão e relaxamento. Acalma e
diminui a ansiedade. |
| •
VERDE - Esperança. |
| |
Abundância,
paz, cura e equilíbrio das emoções.
Ativa o poder de cura, a jovialidade e regeneração. |
|
• DOURADO - Criatividade. |
| |
Poder,
glória, riqueza e perfeição.
Alivia as tensões, harmoniza os sentimentos,
facilita o aprendizado, dá alegria
e bem-estar. |
| •
ANIL - Sabedoria. |
| |
Imaginação,
concentração, intuição,
inspiração e discernimento. |
| •
LILÁS - Espiritualidade. |
| |
Devoção,
intuição, contemplação,
expansão da consciência e purificação
da alma. |
| •
BRANCO/GELO - Pureza. |
| |
Transparência,
alegria, paciência, luz e espiritualidade.
Símbolo do espiritual, não-material
e sobrenatural. Unidade
da qual flui a multiplicidade. |
| •
PRETO - Filosofia. |
| |
Retraimento,
reflexão, lentidão, responsabilidade
e prudência. Favorece ao ocultismo. |
| |
|
|
MANDALAS
CHINESAS OU DO I CHING
Formadas por 6 arames maiores e 6 menores,
representando as linhas, trigramas e hexagramas.
Apesar de ter 6 lados suas formas são
sempre triangulares, representando o Divino.
I. CHINESA REGULAR - Ao fechar forma um quadrado
simbolizando o Humano.
II. CHINESA IRREGULAR - Nunca fecha, girando
sempre.
MANDALA
JAPONESA (caleidociclo)
Baseada na técnica de origami. Forma
estrela de 5 pontas. A estrela é o
símbolo universal da espiritualidade
no Japão. |

|
AMULETO
DA SORTE
Mudando de forma a Mandala
e mentalizando coisas desejadas, durante sete noites
seguidas, você pode transformá-la num
amuleto da sorte (estado de equilíbrio e
harmonia que propicia a tudo que lhe é conveniente
chegue ao seu alcance).
UTILIZAÇÃO
DA MANDALA NA ÁREA DA SAÚDE
Psicologia:
Relaxamento, Tranqüilidade, Centramento, Concentração,
Harmonia, Criatividade, Imaginação,
Lembrança e Interpretação dos
sonhos.
Terapia Ocupacional e Fisioterapia: Motricidade,
Coordenação Motora, Relaxamento, Concentração,
Criatividade e Imaginação.
Medicina: Melhoramento de doenças causadas
por tensão (enxaqueca, stress, do coração,
pressão alta, alcoolismo, asma, bronquite,
etc) ou por motricidade (reumatismo, artrite).
Esoterismo: Meditação, Contemplação,
Lembrança e Interpretação dos
sonhos, Harmonia.
| BIBLIOGRAFIA |
|
•O
Segredo da Flor de Ouro. C. G. Jung e R. Wilhelm
- Ed. Vozes.
•O
Homem e Seus Símbolos. C. G. Jung -
Ed. Nova Fronteira.
•Teoria
e Prática da Mandala. G. Tucci - Ed.
Pensamento.
•Mandalas.
R Dahlke - Ed. Pensamento.
•Mandala.
J. e M. Argüeles - Ed. Shambala.
•O Autoconhecimento através das
Mandalas. Suzanne Fincher - Ed. Pensamento.
•Memórias, Sonnhos e Reflexões
- C. G. Jung. Ed. Nova Fronteira.
•I-Ching. Livro das Mutações.
R. Wilhelm. Ed. Pensamento.
•Mandalas. Celina Fioravanti - Ed. Pensamento.
•Revistas Planeta e Planeta Especial-
Ed. Três. |
|
A
INFINITUDE VAZIA
Sem
começo, sem fim
Sem passado, sem futuro
Um clarão de luz circunda o
mundo do espírito.
Esquecemo-nos uns dos outros, puros,
silenciosos, vazios e onipotentes.
O vazio é atravessado pelo
brilho do coração celeste.
Lisa é a água do mar e
a lua se espelha
em sua superfície.
Apagam-se as nuvens do espaço
azul;
lúcidas cintilam as montanhas.
A consciência se dissolve em contemplação.
Solitário, repousa o disco da
lua.
(Hui
Ming Ging, O livro da Consciência
e da Vida - 1729) |
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| Maria
Angela
Guerra Barreto
|
Elsio
Van Meegroot |
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