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Ventos constantes tornam as praias ao redor de Pipa
o local ideal para a prática do kitesurf


As praias da região de Tibau do Sul, Pipa e Barra do Cunhaú, foram invadidas recentemente por enormes pipas coloridas que deram um charme especial às praias. Essas pipas são mais um esporte que encontrou no local condições perfeitas para a prática: o kitesurf.


O kitesurf, como é praticado atualmente, foi desenvolvido na França há mais de 10 anos atrás por dois irmãos que aperfeiçoaram a asa que capta o vento. Antigamente, o esporte era praticado com pipas, parapentes e pranchas de skimboard*. Mas o parapente, se caísse na água era difícil para redecolar. A pipa inflável inventada pelos irmãos franceses, além de ser mais fácil de reerguer caso caísse na água, permitia também voltar em um ângulo de até 10 graus contra o vento. Essa liberdade de direção deu um novo sentido ao esporte, que foi batizado de kitesurfing (Kite: pipa, em inglês).

A região de Pipa atraiu os praticantes desse esporte por causa da combinação de ventos constantes em boa parte do ano, diferentes terrenos para a prática do esporte, boa rede de hospedagem, e variedade de serviços oferecidos. A região apresenta condições para iniciantes em praias desertas e sem obstáculos, lagoas e rios para velejo totalmente no liso, e até praias com ondas para os praticantes mais experientes.
A praia de Malembá, por exemplo, na região de Tibau do Sul é a preferida para quem quer se iniciar no esporte, por ser uma enorme praia com recifes de areia que formam uma piscina natural. Além de velejar no mar aberto, do lado de fora do recife, o praticante conta com a área da piscina e com a extensa faixa de areia para aprender. A área da piscina é especialmente importante para o "body-drag" que é o processo em que os alunos passam sendo arrastados na água, para "sentir" e entender o vento e a sensibilidade da asa.

Para os que querem se iniciar no esporte, Pipa já conta com algumas escolas que preparam os alunos em até sete horas de aula para ficar de pé na prancha. Claro que isso depende do preparo físico de cada um. Alguns ficam em pé em apenas uma semana, mas para garantir que o aluno entenda bem o funcionamento da pipa, duas semanas seria o ideal, com duas horas de aula por dia. As aulas geralmente compreendem lições sobre o material, segurança, teoria e prática, além do translado até a praia da aula.

Para entender o kitesurf:
O kitesurf é praticado com uma prancha e uma pipa ligada ao condutor, através de quatro cordas. A pipa é uma asa de desenho aerodinâmico especial que permite que o vento passe por ela perpendicularmente empurrando-a com maior ou menor velocidade. Os cabos que partem dos quatro cantos da pipa, seguem até a barra que fica no cinto do condutor. Duas cordas vão para o centro da barra e duas vão para as extremidades. O manejamento da barra é que dá direção à pipa, virando-a para a esquerda ou para a direita, ou aumentando e diminuindo a velocidade.
As cordas se conectam ao cinto do praticante que utiliza uma prancha para deslizar sobre a água. O tipo de prancha quem define é o kitesurfista. Alguns utilizam pranchas presas ao pé através de alças ou até botas, enquanto outros praticam utilizando pranchas de surf.

Para praticar em Pipa:
- Tibau do Sul: lagoa ideal para iniciantes e intermediários. Na saída da lagoa para o mar, surf nas ondas que quebram sobre os bancos de areia. Á esquerda da embocadura, 10 Km de beach break ideais para iniciantes e intermediários conhecerem o kitesurf sobre ondas, também excelente para o down wind.
- Ponta do Madeiro: 4km de praia com beachbreak e ondulação leste e sudeste.
- Barra do Cunhau: rio que deságua no mar e que forma um banco de areia. Permite kitesurf no rio, ideal para iniciantes, intermediários e para os que gostam de velejar no liso. Na saída do rio há algumas ondas.

Para aprender:
- Pipa Kitesurf School: (84) 9982 8708
- Sossego Surfcamp: (84) 9953 2281

* Skimboard: pequena prancha para deslizar nas ondas que chegam à areia.

Expediente
Jornalista responsável: Max Francisco
Pipa - Novembro de 2005

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