Depois
de desenvolver um trabalho silencioso
em seu ateliê Glícia
Tigre atendeu as sugestões
de amigos e antigos clientes, convidou
sua mãe (Dilene Tigre) e
irmã (Madilene Tigre), e
montou a primeira exposição
de suas obras em acrílico
sobre tela e pintura em cerâmica.
A vernissage aconteceu no penúltimo
sábado de agosto, dia 20,
no Espaço Cultural Calígula,
e os trabalhos da família
Tigre poderão ser vistos
até o dia 07 de setembro. |
Glícia
Tigre é de Recife e vem
de uma família com uma
veia cultural bem forte, com vários
poetas e artistas plásticos,
como Deli Júnior, um expoente
da pintura pernambucana. Ela conta
que começou a dar suas
primeiras pinceladas sob a influência
da mãe “ainda quando
tinha 18 anos”.
Quando
se mudou para Tibau do Sul andou
praticando suas habilidades artísticas
na decoração do
Hotel Marinas, do qual é
proprietária. Mas foi somente
depois de um Curso de Artes que
fez em Belém, onde também
teve acesso à técnica
da pintura em cerâmica,
que começou a levar seu
hobbie a sério. Foi assim,
nesse processo gradual, sem pressa
e natural que a artista definiu
o conceito de sua obra: Moderna
e Estilizada.
O tempo
ensinou a Glícia a importância
da humildade para a colocação
de seu trabalho no mercado, por
isso está contente com
sua primeira exposição,
pois ela expõe não
somente o conjunto de sua obra,
mas seu trabalho reflete o reconhecimento
de uma vida de envolvimento com
a pintura.
PINTA
E BORDA
E se o dom é de família
a matrona pernambucana Dilene
Tigre “pinta e borda”.
Seus 67 anos de contato com a pintura
(pinta desde os 10) fizeram-na ter
certeza de que as paisagens eram
“o seu ponto fraco”,
sua melhor forma de expressão.
Para ela uma tela em branco é
um desafio. Ela conta que sua experiência
com a pintura é quase psicotrópica:
quando está “pintando
sente uma euforia e um isolamento
como se estivesse anestesiada”.
Já
a irmã de Glícia,
Madilene Tigre
chegou a cursar uns tempos a Escola
de Belas Artes em Recife e abandonou
os estudos para se dedicar à
família, mas a seu coração
falou mais forte e retomou a arte
há seis meses. Como em todo
o período de adaptação
o maior desafio de Madilene foi
descobrir que tipo de tendência
artística ela queria desenvolver.
Depois
de muitos estudos com diversos temas
como natureza morta e paisagismo,
optou por trabalhar o abstracionismo,
com o qual está tendo um
sério envolvimento: “a
arte está se tornando importante
em minha vida como o ar que eu respiro,
é algo que me completa e
já não consigo ficar
um dia sequer sem pintar”.
Contatos:
Glícia (084) 246-4249
Dilene (081) 3478-1736
Madilene (081) 3468-9138
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